Anjos despertam sentimentos...



Anjos chegam e se instalam na vida das pessoas... Adianto: chegam sem avisar e de formas surpreendentes. Têm uma criatividade para isso...

Pior: anjos tornam-se essenciais numa curta fração de segundo. Quando nos damos conta, já não podemos prescindir da presença deles em nossa existência.

Não espere as asas para identificá-los; escondem-nas e trajam-se de homens e mulheres comuns para que possam exercer seu encantamento de forma mais fácil, sem grandes obstáculos. Não fossem assim, seriam criaturas temidas e evitadas, porque saberíamos entregues sem reservas, sem que tivéssemos forças para lutar contra a ação deles em nossas almas.

Vez ou outra encontramos anjos. Disfarçados, permitimos que se instalem; instalados, de forma bastante aconchegante em nosso coração, não descobrimos formas de movê-los dali. E eis o início de uma vida construída para atender as exigências, ainda que implícitas, desses anjos.

Confundem-nos com suas naturezas sobrenaturais, despertam em nós sentimentos ambíguos, passamos a viver constantes antíteses, e não pedimos outra coisa: não nos abandone...

Há diversos tipos de anjos. Alguns trazem bálsamos, mas há aqueles que nos ferem sem que percebam; alguns são silenciosos, mas há aqueles que trazem a música para o nosso íntimo e mudam o ritmo da sinfonia com constância, chegamos a sentir tonturas de tanto rodopios; alguns exalam sabedoria, mas há os que nos tiram a pouca razão que julgávamos carregar; alguns são companhias certas num mundo de incerta gente, mas outros deixam a solidão quando saem a passeio e ausentam-se de nosso espírito por momentos; anjos que nos completam e do qual não podemos mais prescindir para viver o sonho que queríamos realidade.
Ah, anjo... Confunde a mente, ocupa o coração...
Ah, anjo... Vem...

AMOR PLATÔNICO (por Marcel Maschietto)


Há certos significados para essas duas palavras, no dicionário é uma, no dia a dia é outra, cada um a define diferentemente; para mim o amor platônico é o sentimento que você tem por outra pessoa que vai além de toda lógica. Como alguém pode gostar, amar alguém muitas vezes sem ao menos conversar com a pessoa? Você pode se questionar, pensar, ou até tentar bolar uma resposta, mas você só entenderá quando sentir isso, o friozinho na barriga, a mão suar quando você conversa com ela, é aquele batimento dentro do peito que parece que vai explodir de tão forte que é, e você nada diz a ela, você só fica olhando, olhando, olhando, tentando entender por que os seus olhos insistem em não tirar aquela imagem da cabeça.
Você pode ter sua namorada, pode até gostar de outro alguém, mas, quando você vê o seu amor platônico, tudo para, as coisas ficam diferentes, você muda, é engraçado como uma pessoa se torna uma figura que você simplesmente faria tudo para não perder, para não ficar sem escutar sua voz, olhar nos seus olhos.
Muitas vezes ela é totalmente diferente de você, toda arrumada, educada, enfim toda linda; você, um menino com a bermuda caindo, a cueca aparecendo, boné na cabeça; ela insiste em corrigi-lo na mesa, fica com vergonha dos seus arrotos, faz marcação para você não beber muito nas festas, faz de tudo para pegar no seu pé, e você acha isso a melhor coisa do mundo, porque você, nessas horas, fica perto dela, ouve a voz doce, olha dentro dos olhos dela. Ela tem namorado, você é amigo do namorado dela, você fica vendo os dois juntos e imagina como seria você no lugar dele, imaginando que o beijo que ela dá com tanta paixão seria em você, que a lágrima que ela derruba de ciúmes você não permitiria sequer que caísse, que o “te amo” que ela diz seria o seu passaporte para o céu, e não para ele, ou seja, você a imagina sendo a “sua garota”.
Você, ao saber que ela estará no mesmo lugar, se arruma todo, passa seu melhor perfume, coloca sua camiseta preferida, faz de tudo para que ela se sinta melhor ao seu lado, sinta a sua presença e, assim, ao lado dela, você se sinta muito melhor. Ela, com o sorriso, faz você esquecer de tudo, dos problemas, das notas baixas, da dor no pé de tanto jogar bola, ela cura qualquer mal apenas com um sorriso, você joga truco com ela e nunca ganha, pois o melhor prêmio é ver o sorriso dela acreditando na vitória, ela vai caçoando de você e você não consegue ganhar dela, sem que ela saiba que a sua crença é a de “sorte no jogo, azar no amor”, ou vice-versa, e por esse adágio, você é a pessoa mais abençoada, porque ela está ali, sorrindo. Quisera, sim, que a sua sorte fosse ainda mais além, mas você não exige isso, sabe ser feliz sorvendo a presença, sabendo-a feliz. Você come ao lado dela, assiste ao filme ao lado dela, ou simplesmente assiste ao entediante Domingão do Faustão: coisas que seriam normais com ela se transformam o programa mais especial que você já fez.
Então, uma dúvida assombra e eu me pergunto: como tudo isso pode acontecer? Como essa pessoa se transforma em seu mais intenso, ardente amor, mas você consegue guardar na parte mais profunda do seu coração, onde ninguém vai achar, a ninguém fica visível e nem a você mesmo se torna tangível?
Ela é a coisa mais linda que você já viu, seu rosto, suas bochechas, seu jeitinho de fazer as coisas, tudo isso o encanta e a torna uma pessoa mais que especial, que você adora proteger, se preocupar com ela, e todo o amor carnal que poderia existir se contenta com um quase amor de irmão, no caso você seria o irmão mais velho, o ciumento, o protecionista, o chatão, mas que brigaria com um time de futebol inteiro para que ela não chore, porque o choro dela é a maior covardia, é a sua criptonita. Porque nada tem beleza maior que o sorriso dela e tudo vale ser realizado para vê-lo aflorar as face da amada.
Depois de tudo isso, de todos os momentos, risadas, brigas, tapas, abraços, você tenta defini-la, e aí você procura no dicionário e vê que em mais de 600 palavras você não achou uma para defini-la. A que faz com que ela seja o motivo de você tentar ser uma pessoa melhor, cuidar de suas espinhas, pentear o cabelo, fazer a barba, escovar o dente, fazer com que você mesmo queira ser melhor.
Procure fórmulas, resumos, dicas para responder essa pergunta: “O QUE É O AMOR PLATÔNICO?”.
Eu, nesses 5 anos de convivência com essa pessoa, tento até hoje achar essa resposta, talvez o amor platônico seja o amor que Deus nos reserva para mostrar que há coisas boas no mundo, que os verbos sofrer, chorar, podem ser vencidos pelo amar, que o próprio amar seria um sentimento capaz de fazer você cometer as maiores loucuras, algo como gritar para todo mundo ouvir o que você sente mesmo que a única pessoa que vai escutar seja o seu cachorro e a pessoa que realmente precisaria ouvir tal declaração permaneça alheia ao seu exagerado sentir.
Por isso se você ama alguém platonicamente não deixe esse sentimento morrer, não há coisa mais bela no mundo do que amar, o amor constrói pontes indestrutíveis, numa dessas travessias que ele possibilita, o Destino pode pregar uma peça, fazendo com que esse seu amor platônico seja sua mulher, sua companheira, a mãe de seus filhos.
Por isso se eu puder dar só uma dica, ou que você entenda como meu depoimento, como a minha opção de vida, eu diria: AME! Porque deixar de amar é também desistir de viver...
Texto de Marcel Maschietto, aluno da segunda série do Ensino Médio do Educandário Coração de Maria, Penápolis-SP, desenvolvido como atividade da aula de Redação.

COMPROMISSO


Compromisso
Fábio Jr

A gente tem um compromisso com a verdade
Não dá mais pra ficar brincando de viver
Tô muito a fim da minha verdadeira identidade
Bateu em mim uma vontade de me conhecer
Eu sei que a gente tem um compromisso com a vida
Passa o tempo e a gente não desvenda o seu mistério
Parece muita ousadia, muita pretensão
Mas é meu coração que pede, eu tô levando a sério
Quero saber de onde eu venho
Quero saber pra onde eu vou
Não posso passar pela vida sem saber quem sou
Quero sentir dentro de mim
Todo universo em ação
Quero sentir o amor profundo no meu coração...

Somos muitas partes. Somos todos os que nos compõem. Cada um contribui para que sejamos um pouco mais e melhor. Dessa forma, todos que passam pela nossa vida, da forma que seja, nos constroem. Eu lhe construo. Você me constroe. É sempre assim.

"Entre as portas do visível e do invisível, uma tênue barreira nos separa da eternidade. Além da materialidade passageira das coisas, tudo aqui é passageiro, fica o reino das coisas verdadeiras que a gente carrega feito um tesouro no coração. Laços inquebráveis de um amor insuperável, ternuras profundas de uma amizade real, mãos que se selam como guardiãs em nossa caminhada, espíritos de luz iluminando nosso coração, fantasmas familiares como forças de proteção... Aí... Aí a gente vê que o tempo não vale nada, o tempo é pó na estrada da evolução..."

As pessoas chegam à nossa vida por portas diferentes. Algumas entram por vãos que deixamos de fechar. Entram e se fazem necessárias. Quantas hoje compõem a sua história? Quantas compõem a minha? Quantas ainda nos serão essenciais? Fato é que se instalam e a gente se sente tão melhor por elas estarem ali...

Esse post é justamente a todas elas, que sirva como homenagem, ou como tributo... Àquelas que passaram e se foram, àquelas que chegaram e ainda estão, àquelas que estão e que um dia irão, àquelas que ainda estão por vir...

Eu, então, concluo que a gente se conhece pelas vidas que estão em nós. E me descobri tão rica ainda há pouco... Quanta gente de luz que está na minha história!!! Quanta história bonita escrevem comigo!!! Que best-seller me ajudaram a me transformar nessa existência!!!

Hoje, a Tia Néia me disse para sempre olhar em frente, não me perder com as visões dos lados... É lá na frente que está o que busco, não é, tia? Você sabe, conhece-me bem... Lê minhas palavras e lê minha alma... É meu espírito que segreda ao seu as minhas verdades... Seu recado chegou bem onde você queria... E me fez forte...

Foi quando pensei em todos que coexistem dentro de mim... Tem gente que faz tanto rebuliço!!! Chega fazendo festa... Tem gente que chega para dar a aula do dia, seja da vida, seja dos conhecimentos dos letrados... E ensina. Aprendi muito já... Sei que vou aprender mais... Ontem, o José Manuel, um aluno muito querido do Coração de Maria, escreveu-me: "A primeira fase do saber é amar os nossos professores."(Erasmo de Rotterdam)... Que verdade linda!!! E eu percebi que amo muito todos os meus professores, não esses de profissão, com diploma de licenciatura de alguma instituição... Esses professores do quotidiano, que podem ser sim diplomados, ou que ainda estejam frequentando os bancos escolares. Eu amo os que me ensinam a ser melhor... E eles me fazem sentir assim todos os dias... Mesmo nos mais nebulosos, tem sempre alguém que olha e manda luz pelo olhar!

Eu tenho muitas pessoas lindas dentro de mim... Que bom!!! A todas essas preciosidades, faço-me inteira... Estou sorrindo!!! Elas me merecem assim, refeita, alegre...

Todos esses que amo, e a quem devoto minha existência de alguma forma: sintam-se abraçados. Que nesse momento vocês possam sentir em seus corações a minha mão tocando-os... Recebam a dose diária do meu amor em palavras... Obrigada por terem permitido que eu os acolhesse dentro de mim e, por vocês, ter me feito melhor...

EXORCISMO

"Afinal de quantas maneiras um coração pode ser destroçado e ainda continuar batendo?" (trecho de Lua Nova)
É bom falar sobre as dores que nos afligem. Funciona como uma espécie de exorcismo, mesmo que depois ainda as sintamos lá, e continuem a perturbar o nosso dia, a nossa noite, continuem a roubar a suposta paz e a transformar o que era para ser sonho em pesadelo.
Tantas vezes parecem maiores do que julgamos ser capazes de suportar e desejamos que tirem a lupa dos nossos olhos para que dimensionemos o exato tamanho. Nem sempre são microscópicas como gostaríamos que fossem. Tantas vezes sufocam, tiram o ar, tiram a vontade de continuar, tiram a certeza da qual nunca fomos donos sobre os sentimentos que regem o existir.
Nesse contexto, o coração anda aos cacos, apresenta-se aos farrapos. Tal qual objeto frágil que cai das mãos, partiu-se em pedacinhos vários e irregulares, de modo que se torna difícil a reconstituição sem marcas de emenda. Não escapamos das crueldades do destino, nem sempre somos ágeis para desvencilhar das armadilhas dos caminhos que ousamos seguir sem conhecer, assim, ao cairmos, acabamos por colecionar alguns esfolamentos e eles doem. Bastante.
Não adianta chorar por essas dores. Lágrimas não curam. Aliviam momentaneamente, depois voltam a se fazer sentidas. Uma dor aguda, profunda, contínua, intensa. Ninguém as sente por nós. Estão cravados na alma os nossos particulares espinhos. E quando assim estão, é porque fomos alvo fácil. Não fomos capazes de desenvolver a proteção necessária, ou mesmo nem quiséssemos nos resguardar, por isso resta-nos suportar...
Inevitavelmente o sentimento guarda luto, traja negro e tudo dói. Tudo atinge. Tudo abala. Tudo dilacera. Afinal, estamos com a leve capa da fragilidade, despidos da armadura do poder, ou da mera sensação de poder.
Sangramos as dores que nos tomam. Saem pelos poros. Incomoda engolivar a saliva. O coração não se faz esquecido, embora muitas vezes em estado de esquecimento. Fica apertado, incomodado e incomodando, como quando se calça 36 e caminha-se calçado num 34. Podemos descobrir que nos falta autocontrole, que nos abandona a força, que nos faltam algumas poucas coisas essenciais, que nos faltam as certezas que nos edificam.
Não é uma patologia, não existe analgésico, podemos aceitar como consequências de algumas posturas adotadas diante da vida ou como momentos necessários ao crescimento espiritual. Há a máxima "pelo amor ou pela dor"... Só é difícil entender a lógica que nos encaminha o apreendizado pelas vias do sofrimento. Seria mais aprazível pelo percurso do amar. Ou não. Amar demais também machuca. E há como amar menos? Então, será que temos opção?
Certo é que carregamos conosco uma incômoda sensação vez ou outra que nos instiga à busca de princípios, ou de alternativas, que possam orientar passos e ensinar novas formas de enxergar as coisas, pessoas, e até nós mesmos. Aliás, acabamos por descobrir que é difícil sermos nós próprios para estarmos felizes, porque até mesmo os palhaços pintam a face para fazer rir, podendo esconder a tristeza que carregam.
E de máximas em máximas é possível concluir que "deixar a vida me levar, vida leva eu" é algo incontestável em algumas circunstâncias , porque ninguém rema sozinho contra a correnteza e, quando ocupados por dores, sozinhos nos sentimos. O melhor é aceitar que, depois de toda queda d'água, há mansa água... Tudo passa. Tempestades não duram mais que horas. Não se conhece um único lugar que vive sob trovoadas. E Renato Russo já cantava em outros tempos que "é claro que o sol vai voltar amanhã". Não é aconselhável combater a filosofia dos poetas ou dos loucos. Sanidade nunca foi atestado de alegria, que dirá do que buscamos todos: felicidade.
Deixemos as dores nos ocuparem. Uma hora deixarão de ser nossas inquilinas... Desejarão ter casa própria. Poderemos, então, retomar a posse do nosso eu!

Algo sobre amores...



A gente vai morrendo um pouco quando os amores não dão certo. A gente tem novas oportunidades quando um outro amor começa. Mesmo que a comparação seja inevitável, é importante mudar de canal. Mas os amores que não acontecem, ah, estes são imbatíveis. Eles só deixam lembranças do que não aconteceu, do que foi apenas desejado e do que ninguém pode comprovar. Não há retratos, não há cartas, não há anéis. Só há um suspiro de "quem me dera".

O parágrafo acima transcrito é do texto "Amor Platônicô", de Ana Elisa Ribeiro, colunista do Digestivo Cultural. Achei que deveria, por força do texto dessa autora de quem tanto gosto dos escritos, escrever sobre amores. Acrescente-se o fato de estar lendo "Mulheres que amam demais", de Robin Norwood e, pela leitura, ter a percepção de como amar pode ser difícil e dolorido.
Acontece na vida de todo mundo pelo menos algumas vezes durante a existência sentir a escola de samba invadir o coração. E mesmo quem não saiba sambar, entra no ritmo, sente-se a exaltação típica dessa invasão, dança junto ou simplesmente "dança", perde o passo, o compasso.
Se for amor demais, o sofrimento também é intenso. Nessas horas o gigante aperta o coração e sufoca-nos. Mas o amor é maior. Sendo maior, a necessidade de vivê-lo supera tudo.
Sendo mulher, assumo essa condição do amor, que faz da nossa feminina existência uma contínua busca por esse sentimento. Já não podemos ser inteiras sem o amado. Já não conseguimos respirar sem a sua presença. E falta-nos o ar quando somos tocadas. Pode ser uma visão, um esbarrão sem querer, um aperto de mão, um abraço e tudo o mais. Falta-nos o ar, pela simples existência do ser que nos oferece o próprio ar. Paradoxal, mas houve poetas que declararam não haver razão nas coisas feitas pelo coração.
Esse frio na barriga que sentimos pelo outro é o primeiro sinal. Pode ser que as mãos suem, que tremamos diante da pessoa, primeiro por nervosismo, depois por algo mais. Pode ser que amanheçamos, passemos o dia, durmamos e sonhemos com a figura do amado em nossa mente. Pode ser que sonhemos acordadas o enredo da ficção que gostaríamos realidade. Acontece assim... Mesmo quando o amor é platônico, aquele sentido por apenas uma das partes. Mas há partes que amam pelas duas, e isso basta.
A gente se descobre amando quando o outro traz paz, ao mesmo tempo que a tira, quando o coração bate no compasso da respiração da pessoa amada, sente-se a dor do outro quando está triste, exalta-se quando está feliz, vive as emoções do amado que não se sabe nessa situação e encontra vida na vida dele.
Realmente estava certo quem proferiu "esse inferno de amar"... Como certo estava quem disse que "ao amar conhecemos o céu"... Não há uma única verdade.
Ao amar você quer o bem do outro, torna-se incapaz de feri-lo, é amor, e busca-se força nas mais diversas situações para justificar a tentativa de existir na vida alheia como existem na nossa. Amor torna o outro necessário, a presença, a simples ideia de sua existência alimenta a nossa, encoraja-nos a continuar amando apesar das dificuldades e dos "nãos" da vida.
Chora-se por amor, vive-se por amar... Mas há a necessidade de sentir essa dor e de sorrir por esse nobre sentimento.
A gente ama, e segue amando... Sendo amados ou não... Isso é um detalhe somente, não é condição para que o feminino coração ame.
Amar provoca medo. Sente-se medo de perder mesmo quando não se tem. Sente-se medo de não ser vista, mesmo quando nunca os olhos estiveram em nossa direção. Sente-se medo de não saber amar o suficiente porque se ama demais.
Sentimento confuso sim. Por isso muitas enlouquecem de amor, mesmo que saibamos que não há nada melhor do que enlouquecer por amar...

Direito de viver (por Marcel Maschietto)


Sobre o direito de viver é essencial desvendar o que seria o significado da palavra``VIVER´´.
Jovens, adultos, crianças, todos se questionam sobre o que seria mesmo viver intensamente a vida, todos temos esse direito, principalmente através das oportunidades que nos são oferecidas ao longo de nossa existência. Quando começamos a trilhar um caminho na construção de nossa história particular, há oportunidades boas e ruins, cabe a nós escolhermos quais queremos seguir.
Na vida de um jovem há coisas que sempre são enfatizadas: o jovem ao sair está exposto às drogas, às brigas e outras circunstâncias que nossos pais julgam erradas, ou ainda perigosas. No entanto, o jovem tem o direito de vivenciar momentos, direito de fazer suas escolhas, e conquistar tais direito dizem respeito a ele próprio escolher o que julgar correto sem depender de ninguém, pois a partir desse momento ele saberá que está aprendendo a viver. Livre arbítrio, nesse caso, está relacionado às responsabilidades que as escolhas feitas requerem e, logo, estariam relacionadas à conquista do seu direito de viver.
Tal direito de viver, porém, não se relaciona diretamente a uma contagem cronológica do tempo. Está, antes, relacionado às escolhas e conquistas, pois há jovens realizados com apenas 20 anos e idosos com 60, 70 anos que não conheceram realização, o que nos prova que o direito de viver, o sucesso, o amadurecimento não vêm com a idade, vêm sim com o que a vida nos ensina a partir do que vivemos...
Sobre aquele velho ditado de que a melhor escola é a escola da vida é mais do que uma simples lição, é uma realidade, pois saber viver não está escrito em nenhuma apostila, livro ou caderno, nem há fórmulas, ou simples equações para saber o que é necessário.
Ao acordarmos nos deparamos com duas perguntas: ser alegre ou alimentar o mau humor? Você é o que você atrai, e tudo se resume em detalhes: talvez um sorriso fale por mais que mil palavras, ou uma palavra doa mais que mil tapas, então para conquistarmos o direito de viver temos que nos questionar como vivemos, se somos felizes com o que fazemos, se aproveitamos a vida.
Questionamo-nos também o valor de algumas dificuldades que enfrentamos, pensamos que talvez ali seja um fim... Todavia, para responder a isso, citemos a passagem: “Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”.
Talvez com a preocupação de nos rotular perante a sociedade, de sermos como ela quer e não como somos, esquecemos de tentar provar o contrário.
Tudo é possível se acreditarmos que não existe o impossível, e que talvez o segredo para conquistarmos o direito de viver seja apenas necessária a adição de coração para que, em momentos em que nos falte a razão ou nos confundamos, ele grite mais alto e nos mostre o que realmente é certo. Assim, que sejamos sensíveis para que o cérebro acate nossos sentimentos, bem como, por outro lado, sejamos fortes para que escutemos a razão mesmo quando nosso coração esteja berrando para que não nos arrependamos do que escolhermos. Ponderar razão e emoção seria, então, a fórmula do viver intensa e plenamente a vida. E que assumamos Deus, porque não há outra forma de explicar tudo o que temos e a origem das belezas ao nosso redor.
Deus criou a cabeça em cima do coração para que os sentimentos não ultrapassem a razão, mas se a vida é tão curta porque não temos o direito de amar acima de qualquer coisa, de acreditar no que achamos certo, não no que livros nos falam? Porque não simplesmente viver ao invés de nos questionarmos o que sempre temos que fazer?
A vida são capítulos que nós escrevemos, o direito de viver nós ganhamos quando nascemos, cabe a nós escolhermos como vamos viver.
Amar mais do que odiar, desculpar mais do que julgar, viver mais do que morrer um pouco a cada dia, é isso que todo o ser humano tenta e almeja na sua trajetória terrestre.

Marcel Maschietto, aluno e amigo do Segundo Colegial do COC-Penapolis - Col. Coração de Maria, desenvolveu esse texto para a aula de Religião e encantei-me pela sensibilidade com que expôs o tema. Confesso que em momentos chegou ao coração sua mensagem e tomei-a como lição à minha própria existência. Ou seja, ele calou o meu coração e ensinou mto mais...É difícil escrever sobre vida e sobre sentimentos... Nem todos conseguem, mas ele o fez lindamente... Com sensibilidade de poeta em algumas passagens. Gostei muitíssimo, e fiquei ainda mais feliz que ele me tenha enviado o texto simplesmente para admirá-lo.

Confissões de anjos...

Ele não era deste mundo... Não pertencia à normalidade e à insensibilidade das pessoas com as quais estamos habituados, por isso ela estranhava. A gentileza e a necessidade de fazer o outro bem a comoviam e davam-lhe a certeza de que ele não era real, ao mesmo tempo reforçavam a ideia de que ele era parte de um sonho por ela sonhado.
Ele a sabia e a sentia triste, alegre, cansada, cheia de energia... Em todas as situações vinha para trazer-lhe mais vida... Sentia a alegria e o brilho dela ainda que há milhas de distância... Não a sabia real, mas podia sentir que ela existia...
Ela o sabia em essência como a música, era assim que ele chegava muitas vezes até ela... Tocava o seu coração por vezes destroçado pelo quotidiano e, angelicalmente, tomava-o, curava-o e devolvia à dona, sem palavras para agradecer o bem com que a visita de tal anjo lhe presenteava... Ele era a luz de que ela necessitava nas ocasiões em que ela se via no breu... E ele sempre vinha! Certo, protetor, anjo-homem...
Ele chegava de mansinho, principlamente nas vezes em que ela estava em pedaços, ajudava-a a se reconstruir, montar o quebra-cabeças em que seu coração se transformava... E, uma fez refeito, enchia-o de aconchego, de carinho... E ela deixava-se ajudar... Ele dava-lhe corda, para que ela pudesse alçar o voo do desprendimento, da busca da essência que lhe trazia as asas...
Não sabiam o cheiro um do outro, o sabor das bocas quando se tocam, falavam línguas diferentes, mas entendiam-se harmonicamente... Ele era dela, ela era dele... Completavam-se...
Estavam, no entanto, fadados aos desencontro, tal qual o Sol e a Lua... Ele raiava enquanto ela dormia; ela prateava enquanto ele saía... Ele certamente cantara muitas vezes a olhar para ela, e ela com a mesma certeza muitas vezes foi embalada pelo seu canto, em outras recebeu sua energia brilhante.
Pertenciam a mundos distintos, um não sabia a terra do outro, nem origens, nem vínculos familiares, mas tinham entre si um outro ainda maior, atemporal até...
Ela afirmava que ele fazia a diferença na vida dela; ele jurava estar ao seu lado sempre, cúmplice. A ela, ele era dádiva; ele afirmava ser o que ela achar que ele lhe deveria ser, completando sempre tentar jamais desiludi-la, o maior mal que a humanidade faz ao coração; a desilusão tem gosto amargo, ele sabia e não queria isso a ela... Não a ela, a quem devotava tanto cuidado e proteção...
Sonhavam amar-se, ainda que por momento curto e único, ele queria ser a diferença da vida dela, porque não passava pela cabeça desse anjo que ele já o era sem que ela dissesse, ele falava ao coração da protegida e ela, por vezes, deixava escapar a lágrima do sentimento humano para o qual nem os anjos possuem tradução maior.
Ele existia mesmo? Ela duvidava até... Ou seria a parte do sonho que ela outrora sonhara a si própria? Ele respondia calma e mansamente ser a sombra dele, a parte escura, mas que num momento chamado amor seria a maior brancura da vida dela... E então ela sabia: nesse dia, seria o paradigma da realização feminina, aquela que um dia soube a vida nos braços de um amado...
Tal qual o dia e a noite, completavam-se lindamente. Sentiam essa verdade. Sabiam-se um para o outro... Ela sabia: ele viera do céu e escondera as asas... Sim, ele o fizera, tinha medo da alergia às penas, penas que eram dele e dela, mas que se esfumaçavam no ar. Ela o dizia lindo, essencialmente a alma... Elas voaram, as penas... Nos braços dela ele fora parar... Não sabia se anjo, se poeta, se homem... Tudo isso junto... Só sabia que era feliz junto dele... Junto? Uma união em separado... Não era carnal, nem podia sê-lo... Ele era o sonho, ela a realidade. Era assim: ele a fazia feliz e ela a ele...
E quando separados se uniam em palavras e possibilidades, viviam o momento que chamavam "nosso"... Nem dela, nem dele... Cúmplices, viviam esse "nosso"... Eram, então, a primeira pessoa do plural...
E quando um era o outro e o outro era o um, fundiam-se no "nós", sabiam que o melhor era "sorrir um sorriso de alegria, de felicidade, de alma..."
Sonho, realidade... Podiam ser tudo e eram... Anjos existem... E abraçados voavam!

Os (des) caminhos da educação brasileira


“O que você vai ser quando crescer?” Perguntinha básica dos que se interessam pelo futuro da nova geração. Outrora sonharam ser astronautas, cientistas (mesmo os “malucos”), engenheiros, professores… Hoje qualquer criança poderá responder sem causar surpresa: modelo, atriz,/ator, jogador de futebol, pagodeiro…
Nada contra tais “profissões” (melhor, ocupações), têm seu lado “nobre” também, pior até seria ouvir a criança dizer que quer ser “big brother”, no entanto, é preferível crer que há mais jovens ambicionando bons percursos profissionais do que aqueles iludidos com a fama imediatista e vazia de um “segura o tchan”.
É fato que o nível cultural e de aprendizado dos estudantes brasileiros precisa ser elevado. Não fosse isso uma verdade incontestável, não ocuparíamos as últimas colocações em exames como o PISA (Progama Internacional de Avaliação de Alunos).
Outros fatores também corroboram para a derrocada da educação brasileira: a progressão continuada, que na prática é entendida “promoção automática”, por meio da qual o aluno é aprovado, independentemente dos resultados alcançados; a divulgação enganosa dos índices de escolaridade da nação, uma vez que são considerados os dados relativos às séries iniciais e não aos de conclusão no Ensino Médio; a desqualificação profissional de tantos que atuam na rede; a falta de perspectiva de futuro dos alunos; as múltiplas “fantasias” de que vestem a escola, talvez um dos mais perigosos e perniciosos males.
Imbuída de “valores” e/ou “funções” que se distanciam cada vez mais da seriedade que lhe é característica fundamental, transformam a escola em tudo, e, se sobrar tempo e espaço, ela cumprirá seu papel formador, fomentador do desenvolvimento cognitivo. Hojem, querem a escola-restaurante, para isso equiparam-na com balcões térmicos, bem ao estilo “fast-food”, “self-service” — a escola deve suprir o vazio estomacal e a carência nutricional de seus “clientes”. Sim, aluno virou “cliente”. Hoje, querem a escola-circo, levem, então, para as salas de aulas violões, façam o teatro quotidiano da “ludicidade” — o conhecimento deve estar embasado na realidade discente, então, tudo é prática! Quer ensinar? Monte a lona colorida e coloque a bola vermelha no nariz! Torne o ambiente “agradável” e “envolva” o aluno. Hoje, querem a escola-marketing; “tantos por cento” matriculados, “tantos por cento” recebendo livros didáticos, “tantos por cento” conectadas à internet, “tantos por cento” disso e daquilo. Hoje, querem a escola-fundo-social-de-solidariedade, distribuem-se materiais escolares gratuitamente, doam-se uniformes aos carentes, os livros também são gratuitos. E são tantos outros papéis: escola-creche, escola-ambulatório, “escola da família”, etc.
Lamentável dizer que nessas tantas roupagens não se consegue precisar em que canto ficou esquecida a escola formadora, fomentadora de cognição, a escola de trabalho pedagógico sério e engajado com a construção da cidadania da criança e do adolescente, com a construção de saberes significativos e que sejam essenciais à vida do aluno.
Se tivéssemos essa escola, certamente os resultados dos estudantes brasileiros em exames internacionais e nacionais seriam louváveis, os índices de alfabetização e conclusão de estudos não seria tão destoante e a realidade sócio-econômico-cultural na nossa nação seria equiparada a de países como a Finlândia e a Suíça.
Seria pedir muito que o nosso sistema educacional formasse homens e não meros fantoches?
Texto originalmente publicado no blog Ócio Produtivo.

Quem tem medo dos nãos?

Acostumar-se a ser só é sacerdócio...
As pessoas que queremos nunca nos são companhia quando desejamos, o silêncio dialoga conosco o tempo todo e diz verdades um tanto duras, é o vale gelado que atravessamos quando estamos sem agasalho e nos sentimos desprotegidos. O sim está do outro lado do lago, de águas frias e congelantes, mas não sabemos nadar e não há meio para a travessia. Há um único refúgio, mas nem sempre conseguimos lembrar a senha que permite a transposição dos mundos. Esconder-se no sonho é uma possibilidade um tanto quanto cruel também; é a utopia do sempre querer e nunca conseguir; é o esboço do sorriso; é a realidade que nos belisca quando estamos mais com os pés lá do que cá.
É permitido sonhar, desde que não se esqueça de que ser só é a condição. Sonhar junto não é permitido. Se sonha só o sonho do sorrir junto.
Saber das limitações é o primeiro passo para conviver bem com a solidão. Não tenho medo dela, não me assusta, somente algumas vezes me questiono o porquê a mim como companhia. Em diferentes fases, com diferentes constâncias, mas sempre aqui, insistente, se fazendo percebida. Houve um tempo em que doía, arrancava algumas lágrimas e gerava certas revoltas. Hoje aceitei sua presença, permiti que me fizesse companhia desde que não machuque tanto.
Por vezes traz junto o desamparo, e é como se a minha fragilidade fosse visível a todos. Já vesti capas, algumas delas a de alguma heroína, para iludir sobre a minha força, outras emprestei do Harry Potter a que me tornasse invisível, nenhuma delas poderosa o suficiente para me trazer o que me faltava. Sempre foi assim, sempre faltou parte, nunca me permitiram ser inteira. No entanto, aos pedaços também aprendi a ser - sou quebra-cabeça, por isso é tão difícil eu mesma me entender e visualizar o todo.
Sei sorrir diante de algumas negativas da vida... Paciência, resignação, resiliência também me definem... Nem sempre é fácil, já senti muito nó na garganta, quando a saliva tem gosto de fel. Mas é possível sobreviver e viver de alguma forma, diferente da normalidade das pessoas, mas viver. Isso me faz única, poucos têm páginas semelhantes as da minha história. Cobraram-me a maturidade bem cedo, tiraram-me nessa época os óculos coloridos, "enxerga bem? há de ser assim"! E foi, tem sido desde então...
Ah, sim! Algumas vezes me iludi, vivi o sonho mais que a realidade, mas dura pouco, logo sou chamada a entender as situações como verdadeiramente são. E dá-lhe nãos. Está bem. Que seja. Aprendo rápido. Isso pode, aquilo não pode. Pode sorrir, mas não gargalhar. Pode voar, mas presa por uma corda. Pode imaginar, mas viver só o real. Experimente, mas não abuse. Viva o mundo do "se...", jamais o do é.
Sei dar sentido ao caos que me compõe. Por isso as pessoas que me integram me são tão necessárias e urgentes. A partir do momento que me preenchem já não as posso prescindir. Um erro crasso, porque não as posso controlar, não posso obrigá-las a me terem no mesmo grau de importância que as tenho, não tenho a posse sobre elas. A razão e a inteligência também me abandonam em algumas passagens dessa confusa trajetória. Uso sempre os mesmos brincos, a mesma pulseira, as roupas são parecidas em detalhes ou cores, o mesmo estilo de sapato, previsibilidade é uma marca do meu eu. Confundo as pessoas com minhas coisas. Mas quando a solidão traz junto a sensatez, sei que estou errada. Assumo quando erro, envergonho-me deles, sei perdoar e sei pedir perdão. Mas nem sempre tenho o sim, nesses casos, sou forçada a aceitar de novo o não. Mas eu aprendo... Sou constante aprendizado, por isso aceito as minhas mutações sem resistências. Se me são proibidos os passos largos, sei que posso chegar, embora mais demoradamente, com os curtos. Por que permitir o desgaste da alma? Já sofreu muitos arranhões... Tem tantas cicatrizes.
Perdi sim algumas qualidades nesse percurso tão cheio de negativas. Já não sou tão cordial como outrora fui. Não perdi a bondade, sempre tão intrínseca a mim, mas não distribuo as porções a quem hoje julgo não merecerem. Antes não fazia triagens, todos me mereciam sorrindo e oferecia-lhes o meu melhor. Talvez tenha me tornado um pouco cética (às vezes cínica), no entanto nunca tive vocação para Pollyanna. Perdi certamente um pouco de mim, mas vou me achando, não tenho a avidez por ser assim tão eu... Nem sei se quero. As Barbies são esteticamente perfeitas, mas são de plástico. Não passam de uma ilusão. Nunca quis ser iludida, só achava que algumas definições de felicidade poderiam ser uma constante fora dos dicionários.
Eu, definitiva e incontestavelmente, não tenho medo dos nãos. Eu sou "rabo de lagartixa". Tentam matar cortando partes, mas elas crescem e dão nova possibilidade de vida.

O SOM DO CORAÇÃO

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Assisti ontem ao filme "O Som do Coração" e me mantive em estado de encantamento até agora.

O Som do Coração (August Rush), direção de Kirsten Sheridan, distribuído pela Europa Filmes, tem no elenco Freddie Highmore , Jonathan Rhys-Meyers , Keri Russell , Robin Williams , Terrence Howard , William Sadler. O drama não é sobre a história de amor do jovem guitarrista irlandês (Jonathan Rhyes Meyers, de "Match Point") e uma exímia tocadora de Cello (Keri Russell, de "Missão: Impossível 3"). A narrativa está centrada no pequeno August-Evan (Freddie Highmore, de "A Fantástica Fábrica de Chocolate"), que deixa o orfanato para encontrar os pais, pois foi separado deles em seu nascimento. Para isso terá a ajuda do misterioso estranho Mago (Robin Williams, de "Sociedade dos Poetas Mortos" e "Pacht Adams - o amor é contagioso"). Com poucos personagens e poucas falas, a personagem principal acaba sendo a música, que incorpora alma do pequeno August.

Busquei críticas e comentários sobre o filme, e acabo por não entender a lógica das críticas do cinema: li três e todas qualificaram-no como "previsível, açucarado", sem uma palavra positiva ao enredo. No entanto, em via contrária, seguem os comentários "leigos" dos que, como eu, envolveram-se com a poesia do filme. Ou seja, os críticos malharam, o público amou... Dá para entender? Prefiro juntar-me à voz da massa nesse caso, porque a magia do filme incorporou meu espírito. Não foi o casalzinho romântico que não se encontra que me tocou, foi a percepção de uma criança, o sorriso do pequeno, que vive o seu talento. Genialidade a parte, é fascinante como o garoto manifesta a fé em algo, no caso a música.

Adorei... amei... Para quem estava cansada dos tamborins e de samba-enredo, a música do filme conseguiu maravihar....