“O que você vai ser quando crescer?” Perguntinha básica dos que se interessam pelo futuro da nova geração. Outrora sonharam ser astronautas, cientistas (mesmo os “malucos”), engenheiros, professores… Hoje qualquer criança poderá responder sem causar surpresa: modelo, atriz,/ator, jogador de futebol, pagodeiro…
Nada contra tais “profissões” (melhor, ocupações), têm seu lado “nobre” também, pior até seria ouvir a criança dizer que quer ser “big brother”, no entanto, é preferível crer que há mais jovens ambicionando bons percursos profissionais do que aqueles iludidos com a fama imediatista e vazia de um “segura o tchan”.
É fato que o nível cultural e de aprendizado dos estudantes brasileiros precisa ser elevado. Não fosse isso uma verdade incontestável, não ocuparíamos as últimas colocações em exames como o PISA (Progama Internacional de Avaliação de Alunos).
Outros fatores também corroboram para a derrocada da educação brasileira: a progressão continuada, que na prática é entendida “promoção automática”, por meio da qual o aluno é aprovado, independentemente dos resultados alcançados; a divulgação enganosa dos índices de escolaridade da nação, uma vez que são considerados os dados relativos às séries iniciais e não aos de conclusão no Ensino Médio; a desqualificação profissional de tantos que atuam na rede; a falta de perspectiva de futuro dos alunos; as múltiplas “fantasias” de que vestem a escola, talvez um dos mais perigosos e perniciosos males.
Imbuída de “valores” e/ou “funções” que se distanciam cada vez mais da seriedade que lhe é característica fundamental, transformam a escola em tudo, e, se sobrar tempo e espaço, ela cumprirá seu papel formador, fomentador do desenvolvimento cognitivo. Hojem, querem a escola-restaurante, para isso equiparam-na com balcões térmicos, bem ao estilo “fast-food”, “self-service” — a escola deve suprir o vazio estomacal e a carência nutricional de seus “clientes”. Sim, aluno virou “cliente”. Hoje, querem a escola-circo, levem, então, para as salas de aulas violões, façam o teatro quotidiano da “ludicidade” — o conhecimento deve estar embasado na realidade discente, então, tudo é prática! Quer ensinar? Monte a lona colorida e coloque a bola vermelha no nariz! Torne o ambiente “agradável” e “envolva” o aluno. Hoje, querem a escola-marketing; “tantos por cento” matriculados, “tantos por cento” recebendo livros didáticos, “tantos por cento” conectadas à internet, “tantos por cento” disso e daquilo. Hoje, querem a escola-fundo-social-de-solidariedade, distribuem-se materiais escolares gratuitamente, doam-se uniformes aos carentes, os livros também são gratuitos. E são tantos outros papéis: escola-creche, escola-ambulatório, “escola da família”, etc.
Lamentável dizer que nessas tantas roupagens não se consegue precisar em que canto ficou esquecida a escola formadora, fomentadora de cognição, a escola de trabalho pedagógico sério e engajado com a construção da cidadania da criança e do adolescente, com a construção de saberes significativos e que sejam essenciais à vida do aluno.
Se tivéssemos essa escola, certamente os resultados dos estudantes brasileiros em exames internacionais e nacionais seriam louváveis, os índices de alfabetização e conclusão de estudos não seria tão destoante e a realidade sócio-econômico-cultural na nossa nação seria equiparada a de países como a Finlândia e a Suíça.
Seria pedir muito que o nosso sistema educacional formasse homens e não meros fantoches?
Nada contra tais “profissões” (melhor, ocupações), têm seu lado “nobre” também, pior até seria ouvir a criança dizer que quer ser “big brother”, no entanto, é preferível crer que há mais jovens ambicionando bons percursos profissionais do que aqueles iludidos com a fama imediatista e vazia de um “segura o tchan”.
É fato que o nível cultural e de aprendizado dos estudantes brasileiros precisa ser elevado. Não fosse isso uma verdade incontestável, não ocuparíamos as últimas colocações em exames como o PISA (Progama Internacional de Avaliação de Alunos).
Outros fatores também corroboram para a derrocada da educação brasileira: a progressão continuada, que na prática é entendida “promoção automática”, por meio da qual o aluno é aprovado, independentemente dos resultados alcançados; a divulgação enganosa dos índices de escolaridade da nação, uma vez que são considerados os dados relativos às séries iniciais e não aos de conclusão no Ensino Médio; a desqualificação profissional de tantos que atuam na rede; a falta de perspectiva de futuro dos alunos; as múltiplas “fantasias” de que vestem a escola, talvez um dos mais perigosos e perniciosos males.
Imbuída de “valores” e/ou “funções” que se distanciam cada vez mais da seriedade que lhe é característica fundamental, transformam a escola em tudo, e, se sobrar tempo e espaço, ela cumprirá seu papel formador, fomentador do desenvolvimento cognitivo. Hojem, querem a escola-restaurante, para isso equiparam-na com balcões térmicos, bem ao estilo “fast-food”, “self-service” — a escola deve suprir o vazio estomacal e a carência nutricional de seus “clientes”. Sim, aluno virou “cliente”. Hoje, querem a escola-circo, levem, então, para as salas de aulas violões, façam o teatro quotidiano da “ludicidade” — o conhecimento deve estar embasado na realidade discente, então, tudo é prática! Quer ensinar? Monte a lona colorida e coloque a bola vermelha no nariz! Torne o ambiente “agradável” e “envolva” o aluno. Hoje, querem a escola-marketing; “tantos por cento” matriculados, “tantos por cento” recebendo livros didáticos, “tantos por cento” conectadas à internet, “tantos por cento” disso e daquilo. Hoje, querem a escola-fundo-social-de-solidariedade, distribuem-se materiais escolares gratuitamente, doam-se uniformes aos carentes, os livros também são gratuitos. E são tantos outros papéis: escola-creche, escola-ambulatório, “escola da família”, etc.
Lamentável dizer que nessas tantas roupagens não se consegue precisar em que canto ficou esquecida a escola formadora, fomentadora de cognição, a escola de trabalho pedagógico sério e engajado com a construção da cidadania da criança e do adolescente, com a construção de saberes significativos e que sejam essenciais à vida do aluno.
Se tivéssemos essa escola, certamente os resultados dos estudantes brasileiros em exames internacionais e nacionais seriam louváveis, os índices de alfabetização e conclusão de estudos não seria tão destoante e a realidade sócio-econômico-cultural na nossa nação seria equiparada a de países como a Finlândia e a Suíça.
Seria pedir muito que o nosso sistema educacional formasse homens e não meros fantoches?
Texto originalmente publicado no blog Ócio Produtivo.

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